Entrou em vigor nesta terça-feira (26/5), a atualização da NR-1, que passa a exigir das empresas a identificação, avaliação e o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
A norma incorpora fatores como assédio moral, metas abusivas, sobrecarga e condições ergonômicas, incluindo iluminação adequada. Originalmente prevista para 2024, foi adiada por um ano pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Em entrevista ao Estadão, Matheus Quintiliano, sócio da área trabalhista do Velloza Advogados, afirma que a necessidade de documentação e monitoramento contínuos é a mudança mais significativa.
“Antes, o foco era mais operacional e voltado à segurança física do trabalhador. Agora, os cuidados continuam, mas se somam ao gerenciamento dos riscos psicossociais”, afirma.
Na prática, as empresas devem apresentar mecanismos de prevenção e acompanhamento do ambiente organizacional, como canais de denúncia, planos de ação e revisões periódicas das condições de trabalho. A adequação exige preparo para lidar com os fatores ligados à saúde mental do trabalhador.
